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	<title>Tiago Veloso &#187; Linux</title>
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		<title>Desenvolvimento do Kernel Linux</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 02:06:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Veloso</dc:creator>
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		<description><![CDATA[The Linux Foundation Com que velocidade está ocorrendo, quem está fazendo, o que eles têm feito e quem financiapor Greg Kroah-Hartman, SUSE Labs / Novell Inc.Jonathan Corbet, LWN.netAmanda McPherson, The Linux Foundationtradução Tiago Veloso O kernel que forma o núcleo do sistema Linux é o resultado de um dos maiores projetos cooperativos já feitos. Com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 id="siteSub"><em>The Linux Foundation</em><br id="g0uk" /></h3>
<p id="ruod"><strong>Com que velocidade está ocorrendo, quem está fazendo, o que eles têm feito e quem financia<br id="wv58" /></strong>por <a id="oucl" class="external text" title="Kroah.com" rel="nofollow" href="http://www.kroah.com/" target="_blank">Greg Kroah-Hartman, SUSE Labs / Novell Inc.</a><br id="nagp" /><a id="r4yv" class="external text" title="LWN.net" rel="nofollow" href="http://www.lwn.net/" target="_blank">Jonathan Corbet, LWN.net</a><br id="osvk" /><a id="aon4" class="external text" title="Amanda McPherson" rel="nofollow" href="http://www.linux-foundation.org/weblogs/amanda/" target="_blank">Amanda McPherson, The Linux  Foundation</a><br id="rdkt" /><br id="wefr" />tradução <a title="Tiago Veloso" href="http://tiagoveloso.com/sobre">Tiago Veloso</a></p>
<p id="d.0h"><span style="color: #003e69;"><em>O <em>kernel</em> que forma o núcleo do sistema Linux é o resultado de um dos maiores projetos cooperativos já feitos. Com versões regulares, de 2 a 3 meses saem atualizações estáveis para os usuários Linux, cada uma com significantes novos recursos, suporte a novos dispositivos e aumento de desempenho. A taxa de mudança no <em>kernel</em> é alta e crescente, com quase 10.000 correções indo para as novas versões. Cada uma dessas versões contém o trabalho de aproximadamente 1.000 desenvolvedores representando mais de 100 corporações.</em></span></p>
<p><span style="color: #003e69;"><em>Desde 2005, mais de 3.700 desenvolvedores independentes de mais de 200 empresas diferentes contribuíram para o <em>kernel</em>. O <em>kernel</em> do Linux, assim, tornou-se um recurso comum desenvolvido em escala massiva por empresas que, em outras áreas, são ferozes competidoras.</em></span></p>
<p><span id="more-18"></span></p>
<div>
<ol>
<li><a href="#Introdu%C3%A7%C3%A3o">Introdução</a></li>
<li><a href="#Modelo+de+Desenvolvimento">Modelo de Desenvolvimento</a></li>
<li><a href="#Frequ%C3%AAncia+de+Lan%C3%A7amento">Frequência de Lançamento</a></li>
<li><a href="#Velocidade+das+Altera%C3%A7%C3%B5es">Velocidade das Alterações</a></li>
<li><a href="#Tamanho+do+C%C3%B3digo+Fonte+do++kernel">Tamanho do Código Fonte do  kernel</a></li>
<li><a href="#Quem+est%C3%A1+Fazendo+o++Trabalho">Quem está Fazendo o  Trabalho</a></li>
<li><a href="#Quem+est%C3%A1+Financiando+o+Trabalho">Quem está Financiando o Trabalho</a></li>
<li><a href="#Por+que+Empresas+Financiam+o+Desenvolvimento+do+kernel">Por que Empresas Financiam o Desenvolvimento do kernel</a></li>
<li><a href="#Conclus%C3%A3o">Conclusão</a></li>
<li><a href="#Agradecimentos">Agradecimentos</a></li>
<li><a href="#Recursos">Recursos</a></li>
</ol>
</div>
<a name="Introdu%C3%A7%C3%A3o"></a><h2><a name="1">Introdução</a></h2>
<p id="mo_9">O <em>kernel</em> Linux é o menor nível de software rodando em um sistema Linux. Ele é encarregado da administração do hardware, de rodar programas do usuário e de manter por completo a segurança e integridade de todo o sistema. Isso é o <em>kernel</em>, o qual, após ter sua versão inicial por Linus Torvalds em 1991,  impulsionou o desenvolvimento do Linux por um todo. O <em>kernel</em> é uma parte relativamente pequena de software em um sistema Linux completo (muitos outros grandes componentes vem do projeto GNU, do projeto de área de trabalho GNOME e KDE, do projeto X.org e muitas outras fontes), mas ele é o núcleo que determina quão bem o sistema irá funcionar e é a peça que é verdadeiramente única para o Linux.</p>
<p>O <em>kernel</em> Linux é um interessante projeto para estudar por uma série de motivos. Ele é um dos maiores componentes individuais em quase todos os sistemas Linux. Ele também tem a característica de ser um dos maiores processos acelerados de desenvolvimento e envolve mais desenvolvedores que qualquer outro projeto de código aberto. Esse artigo mostra como esse processo funciona, focando nos últimos três anos de história do <em>kernel</em>, os quais são representados pela versão 2.6.11 até a 2.6.21.</p>
<p><a name="2"><br />
</a></p>
<a name="Modelo+de+Desenvolvimento"></a><h2><a name="2">Modelo de Desenvolvimento</a></h2>
<p id="k_vl">Com a série 2.6.x, o <em>kernel</em> Linux se  moveu para um modelo de lançamento relativamente estrito, baseado no tempo. No <em>2005</em> <em><em>kernel</em> Developer Summit</em>, em <em>Ottawa</em>, Canadá, foi decidido que as versões  do <em>kernel</em> sairiam em intervalos de 2-3 meses, com cada lançamento sendo um “grande” lançamento, no qual são incluídos novos recursos e mudanças internas nas <acronym title="Application Programming Interface">API</acronym>´s.</p>
<p>O ciclo rápido de lançamentos foi escolhido como uma forma de trazer novos recursos aos usuários de uma forma estável com o mínimo de atraso possível. Como resultado, o novo código &#8211; recursos, <em>drivers</em> de dispositivos etc. &#8211; é disponível em um <em>kernel</em> estável com poucos meses de sua conclusão, minimizando ou eliminando a necessidade dos distribuidores de criar <em>patches</em> para as versões estáveis. Então, os <em>kernel</em>s lançados por distribuidores contém muito poucas modificações específicas da distribuição, rendendo alta estabilidade e poucas diferenças entre distribuições.</p>
<p id="ajzt">Cada versão 2.6.x é uma versão estável, a qual é liberada quando a lista de grandes <em>bugs</em> se torna tão pequena quanto possível. Para problemas que aparecem após um lançamento de <em>kernel</em>, a seção  <em>“-stable”</em> funciona como uma forma de rapidamente trazer as correções para a comunidade. Isto é melhor explicado no diagrama mostrado na Figura 1.</p>
<div id="u.vh27">
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 318px"><img title="Figura 1 – Ciclo de Lançamento do kernel Linux" src="https://www.linuxfoundation.org/publications/images/figure1-release.gif" alt="Figura 1 – Ciclo de Lançamento do kernel Linux" width="308" height="524" /><p class="wp-caption-text">Figura 1 – Ciclo de lançamento do kernel Linux</p></div>
<p id="ogf-">A equipe do <em>kernel</em> lançou a versão 2.6.19 como uma versão estável. Então, os desenvolvedores começaram a trabalhar em novos recursos e a lançar versões <em>release candidate</em> como <em>kernel</em>s em desenvolvimento para que as pessoas ajudassem a testar e depurar as mudanças. Após todos terem concordado que a versão em desenvolvimento estava suficientemente estável, ela foi lançada como o <em>kernel</em> 2.6.20.</p>
<p id="e6us">Enquanto o desenvolvimento de novos recursos foi acontecendo, a  2.6.19.1, 2.6.19.2 e outras versões estáveis do <em>kernel</em> foram lançadas, contendo  correções de <em>bugs</em> e atualizações de segurança.</p>
<p id="x4-0">Esse artigo foca exclusivamente nas principais versões 2.6.x, excluindo as atualizações estáveis. Essas atualizações são pequenas e, de qualquer forma, o design do processo de desenvolvimento requer que as correções aceitas para o <em>“-stable” </em>sejam também aceitas na próxima grande atualização.</p>
<p><a name="3"><br />
</a></p>
<a name="Frequ%C3%AAncia+de+Lan%C3%A7amento"></a><h2><a name="3">Frequência de Lançamento</a></h2>
</div>
<p>Quando os desenvolvedores do <em>kernel</em> decidiram por seu novo ciclo de  desenvolvimento, isso significou que um novo <em>kernel</em>, a partir de então, seria lançado a cada 2-3 meses, no intuito de evitar que muitos novos desenvolvimentos sejam apoiados de uma única vez. O atual número de dias entre os lançamentos pode ser visto na Tabela 1.</p>
<div>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 348px"><img title="Tabela 1 – Frequência de lançamento do Kernel" src="https://www.linuxfoundation.org/publications/images/table1-kernelreleases.gif" alt="Tabela 1 – Frequência de lançamento do Kernel" width="338" height="282" /><p class="wp-caption-text">Tabela 1 – Frequência de lançamento do kernel</p></div>
<p style="text-align: justify;">Constata-se que eles estavam muito corretos, com a média sendo de 2,7  meses entre os lançamentos.</p>
<p><a name="4"><br />
</a></p>
<a name="Velocidade+das+Altera%C3%A7%C3%B5es"></a><h2><a name="4">Velocidade das Alterações</a></h2>
</div>
<p>Enquanto preparam o trabalho para submeterem ao <em>kernel</em> do Linux, os  desenvolvedores dividem suas alterações em pequenas unidades individuais,  os chamados <em>patches</em>. Esses <em>patches</em> normalmente fazem somente uma alteração no código fonte; eles são construídos uns em cima dos outros, modificando o código fonte por troca, adição ou remoção de linhas de código. Cada <em>patch</em> deve, quando  aplicado, gerar um <em>kernel</em> que ainda construa e funcione corretamente.</p>
<div>
<p><img title="Figura 2 – Alterações por versão do Kernel" src="https://www.linuxfoundation.org/publications/images/figure2-changesperkernel.gif" alt="Figura 2 – Alterações por versão do Kernel" /></p>
<p style="text-align: justify;">A disciplina força os desenvolvedores do <em>kernel</em> a dividir suas mudanças em pequenas porções lógicas; como resultado, cada mudança pode ser revista ampliando sua qualidade e exatidão. Outro resultado é que o número de mudanças individuais que vão em cada versão do <em>kernel</em> é muito grande, como pode  ser visto na Figura 2.</p>
</div>
<p>Trazendo o cálculo da quantia de tempo necessária para cada versão do  <em>kernel</em>, podemos chegar no número de alterações aceitas no <em>kernel</em> por hora. Os  resultados podem ser vistos na Figura 3.</p>
<div>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 534px"><img title="Figura 3 – Alterações por hora por versão do Kernel" src="https://www.linuxfoundation.org/publications/images/figure3-changesperhour.gif" alt="Figura 3 – Alterações por hora por versão do Kernel" width="524" height="370" /><p class="wp-caption-text">Figura 3 – Alterações por hora por versão do kernel</p></div>
<p id="wd7-">Então, da versão 2.6.11 a 2.6.24 do <em>kernel</em> (um total de 1140 dias),  temos, na média, 2,83 <em>patches</em> aplicados na árvore do <em>kernel</em> por hora. E esses  são somente os <em>patches</em> que foram aceitos. A habilidade de manter essa taxa de alterações por anos não encontra precedentes em qualquer outro projeto público de software.</p>
<p><a name="5"><br />
</a></p>
<a name="Tamanho+do+C%C3%B3digo+Fonte+do++kernel"></a><h2><a name="5">Tamanho do Código Fonte do  <em>kernel</em></a></h2>
<p id="dzwp">O <em>kernel</em> do Linux mantém-se crescendo em tamanho ao longo do tempo a medida que mais hardware é suportado e novos recursos são adicionados. Para os números a seguir, nós contabilizamos tudo lançado no pacote fonte do Linux como “código fonte”, mesmo uma pequena porcentagem do total sendo os <em>scripts</em> utilizados para configurar e construir o <em>kernel</em>, assim com uma pequena quantia sendo documentação. Esses arquivos também são parte de um grande trabalho e, assim, merecem ser contabilizados.</p>
</div>
<p>A informação na Figura 4 mostra o número de arquivos e linhas em cada  versão do <em>kernel</em>.</p>
<div>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 534px"><img title="Figura 4 – Tamanho por versão do Kernel" src="https://www.linuxfoundation.org/publications/images/figure4-sizeperkernel.gif" alt="Figura 4 – Tamanho por versão do Kernel" width="524" height="370" /><p class="wp-caption-text">Figura 4 – Tamanho por versão do kernel</p></div>
<p style="text-align: justify;">Além desses lançamentos, a equipe do <em>kernel</em> tem uma taxa de crescimento constante de 10% ao ano &#8211; um número muito impressionante dado o tamanho da árvore de código. Mas o <em>kernel</em> não está só crescendo. Com cada  alteração que é feita na árvore fonte do <em>kernel</em>, linhas são adicionadas, modificadas e deletadas de forma a acompanhar as mudanças necessárias. Olhar para esses números, divididos por dias, mostra quão rapidamente a árvore fonte do <em>kernel</em> está sendo trabalhada ao longo do tempo. Isso pode ser visto na Figura  5.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 534px"><img title="Figura 5 – Taxa de alteração por versão do Kernel" src="https://www.linuxfoundation.org/publications/images/figure5-rateofchange.gif" alt="Figura 5 – Taxa de alteração por versão do Kernel" width="524" height="370" /><p class="wp-caption-text">Figura 5 – Taxa de alteração por versão do kernel</p></div>
<p id="sy53">Somando esses números chegamos a impressionantes 3.621 linhas adicionadas, 1.550 linhas removidas e 1.425 linhas alteradas todos os dias há dois anos e meio. Essa velocidade de alteração é maior que a de qualquer outro projeto público de software, de qualquer tamanho.</p>
<p><a name="6"><br />
</a></p>
<a name="Quem+est%C3%A1+Fazendo+o++Trabalho"></a><h2><a name="6">Quem está Fazendo o  Trabalho</a></h2>
</div>
<p>O número de diferentes desenvolvedores que estão fazendo o  desenvolvimento do <em>kernel</em> do Linux e o de empresas identificadas que estão  financiando tem crescido sobre as diferentes versões do <em>kernel</em>, como pode ser  visto na Tabela 2.</p>
<div>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 348px"><img title="Tabela 2 – Número de desenvolvedores independentes e empregadores" src="https://www.linuxfoundation.org/publications/images/table2-developers.gif" alt="Tabela 2 – Número de desenvolvedores independentes e empregadores" width="338" height="301" /><p class="wp-caption-text">Tabela 2 – Número de desenvolvedores independentes e empregadores</p></div>
<p>De fato, a comunidade de desenvolvimento individual dobrou nos  últimos três anos.</p>
</div>
<p>Apesar do grande número de desenvolvedores independentes, há ainda um número relativamente pequeno dos quais estão fazendo a maioria do trabalho. Nos últimos três anos, os 10 maiores desenvolvedores independentes contribuíram com quase 15% do número de mudanças e os 30 maiores desenvolvedores contribuíram com 30%. A lista dos desenvolvedores independentes, o número de mudanças que eles contribuíram e a porcentagem geral total pode ser vista na Tabela 3.</p>
<div>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 348px"><img title="Tabela 3 – Colaboradores independentes do Kernel" src="https://www.linuxfoundation.org/publications/images/table3-contributors.gif" alt="Tabela 3 – Colaboradores independentes do Kernel" width="338" height="582" /><p class="wp-caption-text">Tabela 3 – Colaboradores independentes do kernel</p></div>
<p><a name="7"><br />
</a></p>
<a name="Quem+est%C3%A1+Financiando+o+Trabalho"></a><h2><a name="7">Quem está Financiando o Trabalho</a></h2>
<p id="asff">O <em>kernel</em> do Linux é um recurso utilizado por uma vasta variedade de  empresas. Muitas delas nunca participaram do desenvolvimento do <em>kernel</em>; elas estão satisfeitas com o software como está e não sentem a necessidade de ajudar a trilhar seu desenvolvimento em nenhuma direção em particular. Mas, como pode ser visto na Tabela 4, um crescente número de empresas estão trabalhando voltadas para o aprimoramento do <em>kernel</em>.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 348px"><img title="Tabela 4 – Empresas trabalhando voltadas para o aprimoramento do Kernel" src="https://www.linuxfoundation.org/publications/images/table4-companies.gif" alt="Tabela 4 – Empresas trabalhando voltadas para o aprimoramento do Kernel" width="338" height="592" /><p class="wp-caption-text">Tabela 4 – Empresas trabalhando voltadas para o aprimoramento do kernel</p></div>
<p id="ylbo">A seguir veremos com mais atenção as empresas que estão empregando  desenvolvedores do <em>kernel</em>. Para cada desenvolvedor, a filiação corporativa é obtida através de um ou mais dos seguintes: (1) o uso de endereços de e-mail da empresa, (2) informações do patrocinador inclusas no código que ele submeter, ou (3) simplesmente perguntando aos desenvolvedores diretamente. Os números apresentados são necessariamente aproximados; desenvolvedores ocasionalmente mudam de empresas, além de que eles podem fazer trabalho pessoal fora do escritório. Mas eles serão precisos o suficiente para gerar várias conclusões.</p>
<p id="oc.e">Existe uma série de desenvolvedores para quem não podemos determinar  uma filiação corporativa; eles estão agrupados sobre o <em>“Unknown”</em> na Tabela 4.  Com poucas exceções, todas as pessoas nessa categoria contribuíram com 10 ou  menos alterações no <em>kernel</em> durante os últimos três anos, ainda que o grande número desses desenvolvedores ocasionem numa contribuição total bastante elevada.</p>
<p id="ojn3">A categoria <em>“None”</em>, ao contrário, representa os desenvolvedores que são conhecidos por fazerem o trabalho por si próprio, sem contribuição financeira proveniente de nenhuma empresa.</p>
<p id="kfig">Os 10 maiores colaboradores, incluindo os grupos <em>“Unknown”</em> e “None”,  somam mais de 75% do total de colaborações para o <em>kernel</em>. Vale notar que, mesmo  se assumirmos que todos os colaboradores <em>“Unknown”</em> estão trabalhando em seu  próprio tempo, mais de 70% de todo o desenvolvimento do <em>kernel</em> é comprovadamente  feito por desenvolvedores que estão sendo pagos pelo seu trabalho.</p>
<p id="ocg:">O que nós vemos aqui é que um pequeno número de empresas é  responsável por uma larga porção do total de alterações do <em>kernel</em>. Mas há uma longa lista de empresas que fizeram alterações significativas. Não devem haver outros exemplos como este de um vasto recurso comum sendo financiado por um tão vasto quanto grupo de atores independentes numa forma colaborativa.</p>
<p><a name="8"><br />
</a></p>
<a name="Por+que+Empresas+Financiam+o+Desenvolvimento+do+kernel"></a><h2><a name="8">Por que Empresas Financiam o Desenvolvimento do <em>kernel</em></a></h2>
<p id="p6tu">A lista de empresas participando no desenvolvimento do <em>kernel</em> do Linux inclui muitas das empresas tecnológicas de maior sucesso na existência. Nenhuma dessas empresas está financiando o desenvolvimento do Linux como um ato de caridade; em cada caso, essas empresas encontram em aprimorar o <em>kernel</em> um  auxílio para serem mais competitivas em seus mercados. Alguns exemplos:</p>
<ul id="p6m8">
<li id="bs13">Empresas como IBM, Intel, SGI, MIPS, Freescale, HP etc. estão todas trabalhando para assegurar que o Linux vá rodar bem em seu hardware. Isso faz com que suas ofertas sejam mais atrativas para usuários Linux, resultando em um aumento das vendas.</li>
<li id="xwom">Distribuidores como Red Hat, Novell e MontaVista têm um claro interesse de fazer do Linux o mais competente que ele puder ser. Apesar dessas empresas competirem fortemente umas contras as outras por consumidores, todas elas trabalham juntas para fazer o <em>kernel</em> do Linux melhor.</li>
<li id="m089">Empresas como Sony, Nokia e Samsung embarcam Linux como componente de seus produtos como câmeras de vídeo, televisões e telefones celulares. Trabalhar com o processo de desenvolvimento ajuda essas empresas a assegurar que o Linux continuará a ser uma base sólida para seus produtos no futuro.</li>
<li id="qaow">Empresas que não estão no negócio de tecnologia da informação podem ainda assim encontrar benefícios em trabalhar com o Linux. O <em>kernel</em> 2.6.25 incluirá a implementação do protocolo de rede PF_CAN que foi construído pela Volkswagen. PF_CAN permite comunicações seguras entre componentes num ambiente suscetível a interferências &#8211; igual ao encontrado em automóveis. O Linux trouxe à Volkswagen uma plataforma na qual ela pôde construir seu código de rede; a empresa então viu que valia à pena contribuir com o código para que ele pudesse ser mantido com o restante do <em>kernel</em>. <a id="gbst" class="external text" title="http://lwn.net/Articles/253425/ " rel="nofollow" href="http://lwn.net/Articles/253425/" target="_blank">http://lwn.net/Articles/253425/</a> (em inglês) para  mais informações sobre esse trabalho.</li>
</ul>
<p id="qadd">Existem inúmeras boas razões para empresas financiarem o <em>kernel</em> do Linux. Como resultado, Linux tem uma ampla base de suporte que não depende de nenhuma empresa isolada. Mesmo que o maior colaborador desfaça sua participação amanhã, o <em>kernel</em> do Linux irá manter sua base sólida com uma comunidade de  desenvolvimento vasta e ativa.</p>
<p><a name="9"><br />
</a></p>
<a name="Conclus%C3%A3o"></a><h2><a name="9">Conclusão</a></h2>
<p id="u-.0">O <em>kernel</em> do Linux é um dos maiores e mais bem sucedidos projetos de código aberto que já existiu. A imensa velocidade de alterações e o número de colaboradores independentes mostra que há uma comunidade vibrante e ativa, constantemente causando a evolução do <em>kernel</em> em resposta de uma série de diferentes ambientes em que ele é usado. Existem empresas suficientes participando para financiar o volume de esforço pelo desenvolvimento, mesmo que muitas empresas que poderiam beneficiar-se contribuindo com o Linux tem, até aqui, escolhido não fazer. Com a atual expansão do Linux no servidor, no <em>desktop</em> e nos mercados embarcados, é razoável esperar que esse número de empresas colaboradoras &#8211; e de desenvolvedores independentes &#8211; continue a crescer.</p>
<p><a name="10"><br />
</a></p>
<a name="Agradecimentos"></a><h2><a name="10">Agradecimentos</a></h2>
<p id="a..y">Os autores gostariam de agradecer às centenas de colaboradores independentes do <em>kernel</em>; sem eles, artigos como este não seriam interessantes  para ninguém.</p>
<p><a name="11"><br />
</a></p>
<a name="Recursos"></a><h2><a name="11">Recursos</a></h2>
<p id="j9ai" style="margin-right: 0px;" dir="ltr">Gostaríamos também de atestar que a ferramenta gitdm do Jonathan Corbet’s foi usada para criar uma série dessas diferentes estatísticas. As informações para esse artigo foram retiradas diretamente das versões do <em>kernel</em> do Linux no site <em>kernel</em>.org e do repositório  git do <em>kernel</em>. Alguns dos <em>logs</em> do repositório git foram arrumados à mão devido a endereços de e-mail trocados ao longo do tempo e pequenos erros em informações de autoria. Uma planilha foi usada para computar uma série de estatísticas. Todos os <em>logs</em>, <em>scripts</em> e planilhas podem ser encontrados <a href="http://www.kernel.org/pub/linux/kernel/people/gregkh/kernel_history" target="_blank">aqui</a> (em  inglês).</p>
<p id="tb1c" style="margin-right: 0px;" dir="ltr">*Baseado em um artigo  originalmente publicado no <em>2006 Linux Symposium</em>.</p>
<p id="u.vh142" style="text-align: right;"><em>Veja a publicação original (em inglês) em<br id="u.vh144" /> <a id="u.vh145" href="https://www.linux-foundation.org/publications/linuxkerneldevelopment.php" target="_blank"> Linux <em>kernel</em> Development (April 2008)</a></em></p>
</div>]]></content:encoded>
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